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domingo, 20 de novembro de 2011

A interpretação sísmica poderia ter ajudado a evitar o recente vazamento de óleo no poço perfurado pela Chevron na bacia de Campos ???


As análises preliminares sobre possíveis causas do vazamento apontam para erro durante o processo de perfuração do poço, conforme diagnóstico do Diretor da ANP Haroldo Lima , publicado no Estado de São Paulo em 18/11/2011 e abaixo reproduzido. Constata-se que o vazamento pela sapata atingiu uma falha geológica de pequeno rejeito e que passava pelo poço. Foi esta falha que conduziu levou o óleo até sua exudação no assoalho oceânico.
Nossa opinião é de que no processo de interpretação o foco normalmente são os condicionantes estruturais da acumulação e pouca atenção se dá ao intervalo mais rasoe a presença de falhas ao longo da trajetória do poço e que possam servir de duto ou mesmo serem reativadas durante o processo de perfuração. Mas a análise detalhada de todos os condicionantes estruturais na área de uma locação e do regime de variações geomecânicas associado aos processos de perfuração e produção pode, através do trabalho cuidadoso do intérprete, contribuir para identificação e mitigação de alguns dos riscos decorrentes dos processos de perfuração e explotação de jazidas de petróleo.

Reportagem do Estado de São Paulo em 18/11:
Um vazamento na extremidade do revestimento (sapata) de um dos poços perfurados pela Chevron, na Bacia de Campos, permitiu que o óleo escapasse, afirmou o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima.


Isso significa que o vazamento ocorreu provavelmente por erro de operação do poço e não por falha natural alheia à responsabilidade da empresa. Lima afirma que serão aplicadas "multas pesadas" pelo acidente, mas os valores só serão definidos depois de controlado o vazamento.
Lima diz que parte do óleo extraído da jazida escapou por esse "furo" na sapata do poço, atravessou uma falha geológica e desembocou no assoalho oceânico. "A prioridade é controlar o vazamento. O processo de cementação do poço será feito em quatro etapas. A primeira delas, concluída na quarta-feira, foi um sucesso." A Chevron afirmou que não concluiu a apuração sobre as causas do vazamento e, por isso, não se manifestou sobre as declarações de Lima.
O chefe da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal, Fábio Scliar, que abriu inquérito para investigar o episódio, diz que vai intimar diretores da Chevron para esclarecer "inconsistências" nas informações prestadas.

"Até agora, a única fonte é a própria empresa, que já deu várias informações desencontradas. A falta de transparência dos órgãos oficiais é um absurdo. É o fim do mundo o Ministério do Meio Ambiente não se pronunciar para dar uma satisfação à sociedade", reclama Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace.
Em nota, a ANP informa que "imagens submarinas aparentemente indicam a existência de um fluxo residual de vazamento. A mancha de óleo continua se afastando do litoral e se dispersando, como é desejado".
Fábio Scliar, da PF, espera o laudo pericial encomendado a um oceanógrafo para intimar diretores da Chevron. Ele sobrevoou a região na terça-feira e ouviu cerca de 15 funcionários do navio-plataforma no local.
"O engenheiro responsável não tem experiência em gerenciamento de crise, e a informação que recebemos é que o perito americano contratado disse que não há previsão para sanar o problema. Só vimos um navio atuando na contenção do vazamento, e não 17, como a empresa havia dito. Eles têm de explicar esses pontos", afirmou Scliar.
Os responsáveis pela plataforma podem ser indiciados pelo crime de poluição e, se condenados, estão sujeitos a penas que variam de 1 a 5 anos de prisão.

Críticas. O oceanógrafo Luís Melges, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), critica a falta de um Plano Nacional de Contingência, que começou a ser discutido em 2000, quando houve um vazamento na Baía de Guanabara, e não foi concluído. "Esse plano permite que medidas sejam tomadas imediatamente, sem precisar discutir passo a passo. Não há regra do jogo estabelecida, 11 anos depois", afirma.
Hoje, haverá um sobrevoo com técnicos da Marinha, ANP, Ibama e Instituto Estadual do Ambiente. O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, diz que cobrará da Chevron reparação: "Aquela região é rota migratória de mamíferos marinhos. E a época da migração é exatamente agora. Vamos cobrar reparação para programas de biodiversidade."

terça-feira, 5 de julho de 2011

Como vai a interpretação sísmica na Petrobras ?

Em apenas uma semana mais duas importantes descobertas são anunciadas. Alguma dúvida sobre a eficiência do time de intérpretes da Petrobras ?



04/07/2011 - Fonte Petrobras

Duas novas descobertas na Bacia do Espírito Santo

Realizamos duas novas descobertas de petróleo e gás na Bacia do Espírito Santo, na área de Concessão BM-ES-23, bloco ES-M-525, totalizando três descobertas nessa concessão. Distantes 115 km da costa do Estado do Espírito Santo, em profundidade de água de, aproximadamente, de 1.900 metros essas duas novas descobertas ocorreram durante a perfuração dos poços informalmente denominados “Pé de moleque” e “Quindim”.

A outra descoberta nesta concessão, anunciada recentemente, ocorreu durante a perfuração do poço “Brigadeiro”. Somos a operadora do consórcio para exploração do bloco BM-ES-23 (65%), formado ainda pelas empresas Shell Brasil Petróleo Ltda. (20%) e Inpex Petróleo Santos Ltda. (15%). O consórcio dará continuidade às atividades referentes ao Programa Exploratório Mínimo na área de concessão.


28/06/2011 - Fonte Petrobras
Realizamos novas descobertas no pré-sal da Bacia de Campos

O consórcio do qual fazemos parte com Repsol Sinopec e Statoil descobriu dois níveis de petróleo de boa qualidade no poço exploratório informalmente conhecido como Gávea. Esta descoberta é a principal realizada no pré-sal da Bacia de Campos.

O poço, localizado a 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, foi perfurado pelo navio sonda de última geração Stena Drillmax I, em águas de 2.708 metros e atingiu a profundidade final de 6.851 metros.

O consórcio está analisando os resultados obtidos no poço, antes de continuar com o processo de exploração e avaliação da área.

O consórcio é operado pela Repsol Sinopec (35%). A Statoil tem outros 35% e nossa participação é de 30%.

As autoridades brasileiras foram informadas da existência de indícios de hidrocarbonetos no poço exploratório Gávea em março de 2011, para o primeiro nível, e em abril do mesmo ano, para o segundo nível.

A Repsol Sinopec é a companhia estrangeira líder em direitos de exploração nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo, participando em 16 blocos, dos quais é operadora em seis.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Baixa qualificação prejudica avanço da Petrobras


PARANA ONLINE - 03/07/2011 às 10:05:06 - Atualizado em 04/07/2011 às 02:20:11


 
“O crescimento da exploração e produção de petróleo e derivados nos próximos quatro anos esbarra em uma situação que a Petrobras, internamente, tem classificado de dramática. O déficit de profissionais para o período 2011-2015 é de 200 mil. Pior: faltam engenheiros, carreira mais importante do funcionalismo da estatal.
O problema foi abordado pelo assessor da presidência da Petrobras, Sidney Granja, em palestra proferida há duas semanas no Rio em evento sobre a competitividade do setor de óleo e gás, realizado na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
Assistente do presidente José Sérgio Gabrielli, Granja revelou que a Petrobras treina, no momento, 80 mil profissionais. É pouco, afirmou. "...Estamos com muitas dificuldades em termos de qualificação de mão de obra em toda a Petrobras. Teremos de treinar 200 mil nos próximos quatro anos. Fazemos um trabalho extenso com universidades para a qualificação da mão de obra. É preciso resgatar a engenharia no Brasil", disse...”   Nossa opinião   é de que a estatal precisa com urgência encontrar alternativas para retenção dos seus funcionários mais experientes, já que muitos são aposentáveis, e cobiçados pelas empresas estabelecidas no mercado, e que tem as mesmas demandas, porem maior flexibilidade para contratações, até que tenha tido oportunidade de preparar toda uma nova geração recém chegada à empresa. Para se ter uma ideia da urgência desta mudança de estratégia, estimamos que a formação de um intérprete exige pelo menos 5 anos de atividade, e mesmo assim sob a supervisão de profissionais mais experientes.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Automatização da interpretação: Vantagens e desvantagens

A quase totalidade dos programas para interpretação sísmica oferece recursos para automatização do rastreamento, detecção volumétrica ou segmentação de sismofácies, o que agiliza a interpretação estrutural ou estratigráfica. A automatização do rastreamento e detecção garante ao intérprete a manutenção dos critérios definidos para o horizonte ou corpo a detectar. Por exemplo, se ele estima através da construção de sismogramas sintéticos, que uma interface correspondente ao topo do reservatório alvo será representada por um valor de máxima amplitude, o processo de automatização garantirá este critério durante o rastreamento, e o intérprete não incorrerá (sempre que a qualidade do dado sísmico permitir) em erros decorrentes da interpretação manual. Avaliar os mapas de progresso (mapa base com relevo estrutural decorrente da interpretação) sem qualquer suavização ou filtragem é um recurso valioso para definir a precisão do trabalho desenvolvido pelo intérprete e por consequência todas as inferências baseadas na extração de amplitudes ou dela derivadas.


No exemplo à esquerda o processo automatizado manteve o rastreamento (linha preta) nos valores extremos, já do lado direito, com interpretação manual, o intérprete foi incapaz de manter o rastreamento nas posições de amplitudes extremas.



Na figura superior à esquerda observamos o resultado do rastreamento sem suavização. Do lado direito, após suavização (filtro mediano matricial), o resultado parece "mais geológico", mas pode tornar imperceptíveis variações de relevo sutis de significado estrutural ou estratigráfico. Na seção abaixo observamos o efeito da suavização (em vermelho) e o rastreamento original em amarelo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Qual a razão do sucesso da Petrobras?

Já virou rotina ver a Petrobras anunciando importantes descobertas, sejam em áreas do Pré-sal, sejam em bacias terrestres brasileiras ou mesmo nas concessões exploratórias em outras fronteiras, como ocorreu recentemente no Golfo do México.


Tal sucesso intriga especialistas e incomoda seus concorrentes. Nossa opinião é de que o sucesso da Petrobras decorre principalmente do fato da empresa ser uma das que mais investe em treinamento e atualização do seu corpo técnico. Seus intérpretes tem oportunidade de treinamento com prestigiados consultores e pesquisadores de renome internacional, que a empresa vai buscar, onde quer que estejam, para treinamento para seu staff.


Já outras empresas presentes no país, com visão imediatista, acreditam que sua munição é contratar profissionais já experientes, cooptando funcionários da estatal a peso de ouro, ou atraindo aqueles que se aposentam. Ledo engano... a médio/longo prazo em área tão especializada, a falta de investimento em treinamento, levará seus quadros à estagnação e mais distantes ainda do pódio almejado.

domingo, 22 de maio de 2011

A responsabilidade do intérprete na quantificação de reservas em áreas exploratórias

Após identificação pelo intérprete de uma oportunidade exploratória, é indispensável uma estimativa da economicidade da  potencial acumulação. Ela definirá a atratividade daquela área em comparação com outras oportunidades identificadas no bloco exploratório e condicionará a decisão de testar a área com a perfuração de um poço ou abandona-la. Ocorre que no ambiente exploratório o intérprete trabalha normalmente com reduzida quantidade de dados, o que torna muito imprecisa a estimativa de sucesso da campanha exploratória. Mas tambem a torna "maleável".




Porem as empresas tem ferramentas estatísticas para avaliar os diferentes fatores condicionantes de uma acumulação (ex: geração de HC, presença de rocha reservatório e selante, etc) e tentar quantificar o prêmio associado. Uma ferramenta comum é a correlação das características geológicas com a de acumulações conhecidas em áreas próximas.  Nossa opinião é de que ao intérprete não cabe ser conservador ou otimista, mesmo diante de "pressões" gerenciais motivadas pela expectativa de que potencias ativos supervalorizados criem um clima favorável à captação de recursos no mercado ou favoreçam farm-outs futuros.

 O profissional responsável deve zelar por sua reputação, negando-se a utlizar sua competência para superdimensionar oportunidades exploratórias. Embora incipiente no país, certamente as certificadoras sérias e experientes (e o mercado começa a aprender a separar o joio do trigo) identificarão as propostas sem sustentação técnica e a repercussão para a os ativos da empresa superotimista  tambem atingirão a futura credibilidade daquele profissional, isso sem falar na responsabilidade civil associada ao prejuizo imposto aos acionistas por propaganda enganosa...

E a superestimativa de reservas não é privilégio das empresas que buscam crescimento a todo custo... Veja no link acima, reflexões sobre a realidade das reservas árabes !!!

domingo, 15 de maio de 2011

O MAIOR consumidor de petróleo do planeta

“Pressionado pela alta dos preços da gasolina, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama anunciou que vai conceder mais licenças de exploração de petróleo na reserva do Alasca e acelerar a produção em outras áreas.
Ele admitiu em seu programa semanal no rádio e na internet que o maior encargo para os consumidores tem sido a gasolina. O preço chega a cerca de US$ 4 o galão em algumas localidades.
Obama ressaltou que irá redobrar o cuidado às normais de segurança ambientais, motivo de preocupação após o vazamento da empresa British Petroleum em março de 2010 no Golfo do México”

Nossa opinião:
Se observarmos na tabela abaixo (publicação da CIA) o consumo de óleo dos Estados Unidos, comparado ao do resto do mundo, e o gráfico ao final que mostra que desde os anos 70, eles produzem menos (apenas 30%) do que consumem, fica fácil entender que podem ser “rigorosas”, mesmo com o impacto eleitoral, as medidas restritivas no aspecto ambiental. Também fica fácil perceber qual é a mola mestra por trás da geopolítica internacional, e papel de xerife da ordem mundial, requerida pelos EUA... Por isso a identificação de novas acumulações de petróleo, nas quais os exploracionistas tem papel fundamental, é atividade de importantíssimo cunho social, pelo menos enquanto perdurar a dependência dos combustíveis fósseis na matriz energética mundial.


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Software livre para aquisição, processamento e interpretação sísmica


 
O link acima disponibiliza extensa relação de programas gratuitos, nas áreas de aquisição, processamento e interpretação de dados sísmicos, escritos para diferentes plataformas. Provém da contribuição de empresas, universidades, profissionais simpáticos ao compartilhamento de códigos diversos e outros. Não dispensam naturalmente os programas consagrados e mais robustos, mas podem fornecer alternativa para os intérpretes e outros profissionais que contextualmente não possam lançar mão de produtos mais sofisticados.

terça-feira, 3 de maio de 2011

A importância da sísmica de poço para o intérprete

A sísmica de poço, uma variação do método sísmico, na qual os geofones são colocados ao longo da trajetória de um poço, e fontes na superfície, é uma aliada importante dos intérpretes. Permite desde a obtenção da relação tempo-profundidade para correlação da estratigrafia atravessada pelo poço com a resposta sísmica correspondente, até o imageamento 3D de estruturas complexas que podem não ser resolvidas pela geometria de aquisição convencional, ou ainda quantificação da absorção, da anisotropia de velocidades ou predição da resposta da sísmica multicomponente



 Algumas vantagens da sísmica de poço em relação a sísmica de superfície:

•A correlação rocha-perfil-sísmica é “imediata”, muito mais precisa e tem maior resolução;

•É menos afetada por problemas superficiais, absorção, reverberações e outros efeitos que afetam a sísmica de superfície;

•Pode ser usada em áreas onde existam restrições à aquisição de sísmica de superfície;

•A geometria de aquisição é mais simples e conseqüentemente o tratamento dos dados.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Curso de Interpretação Sísmica

Aos que nos tem solicitado informações sobre treinamento em Interpretação Sísmica informamos que a ABGP - Associação Brasileira de Geólogos do Petróleo, estará promovendo no período de 27 a 29 de Abril , curso de Interpretação Sísmica para Geólogos. Informações adicionais podem ser obtidas através do Link acima.

sábado, 26 de março de 2011

Ambientes de realidade Virtual na interpretação Sísmica

Há cerca de 10 anos presenciávamos o que parecia ser um verdadeiro “boom” de implantação de salas de visualização estereoscópica para interpretação volumétrica nas empresas de exploração de petróleo. Os recursos de estereoscopia ativa e passiva utilizados naqueles ambientes , também chamados de salas de realidade virtual, impressionavam por inserir rapidamente o observador no contexto dos elementos volumétricos, como se integrasse o cenário. Não só a interpretação sísmica, mas outras atividades fundamentais para a indústria do petróleo, como a construção de modelos geológicos, visualização do fluxo associado aos processos de EOR, instalações submarinas de produção e recursos de GIS, são exemplos de atividades beneficiadas pelos recursos da realidade virtual.

Porém o tempo passou e hoje tais ambientes não são mais usados no contexto do trabalho cotidiano dos intérpretes, mas principalmente para reuniões de grupos multidisciplinares, por exemplo para propostas de locação, onde a inserção na realidade virtual facilita o entendimento volumétrico, principalmente para profissionais que não são especialistas na área.

Tais ambientes que podem custar até US$ 1 MM, hoje podem ser reproduzidos no Notebook do intérprete, usando software livre e óculos de polaroide, de R$ 2,50...


quinta-feira, 24 de março de 2011

Sismograma sintético e a Correlação Perfil - Sísmica

A estimativa da resposta sísmica de um intervalo litológico atravessado por poços é uma das pedras fundamentais de um bom trabalho de interpretação sísmica. Com tal propósito, antes de se iniciar a interpretação propriamente dita, utiliza-se construir o sismograma sintético, que corresponde ao resultado da modelagem da resposta sísmica em determinada área, normalmente para incidência vertical (embora o sismograma possa e deva ser gerado, considerando-se as variações decorrentes do afastamento fonte-receptor que também estão presentes no dado sísmico real) através do uso de informações de velocidade e densidade medidas em perfis de poços. Sua construção exige ainda a estimativa de um pulso sísmico que pode ser matemático (por exemplo um pulso de ricker com 20 Hz), ou estimado a partir dos dados sísmicos disponíveis. Tal prática serve a vários propósitos, dos quais podemos citas os mais importantes:


• Durante a fase de processamento sísmico, por exemplo, sua construção pode ajudar na avaliação da eficiência de etapas como a deconvolução ou o tratamento de amplitudes;
• Na interpretação será utilizado para correlação da litologia atravessada pelo poço (em profundidade) com sua expressão no dado sísmico real (em tempo – figuras 4.1 e 4.4), e conseqüente identificação do comportamento sísmico de interfaces litológicas (se uma determinada interface corresponde a um coeficiente de reflexão positivo ou negativo e definição da sua intensidade);
• Investigação dos limites de resolução do dado sísmico, isto é, se o dado sísmico disponível possibilitará ao intérprete individualizar a reflexão do topo e da base de determinado alvo litológico;
• Investigar a convenção de polaridade de um dado sísmico cuja convenção seja desconhecida;
• Se na área estão disponíveis vários poços, com respectivos perfis de velocidade e densidade, o interprete poderá construir vários sismogramas, para avaliar a variabilidade da sismofácie associada à determinada interface. Isso o ajudará durante a interpretação, a admitir tal variabilidade durante o processo de rastreamento das interfaces;
• Em processos como o da inversão do dado sísmico, para estimativa da função impedância a partir dos dados de amplitude, a construção do sismograma será necessária para estimativa da wavelet e calibração do processo de inversão;
• Se a correlação do sismograma sintético com o dado sísmico for satisfatória, o perfil sônico (de velocidades) usado na sua construção pode ser usado (através da integração dos tempos de trânsito em cada intervalo) para construção de uma relação tempo-profundidade que permitirá ao intérprete traduzir toda a litologia atravessada pelo poço, na sua posição em tempo na seção sísmica;
• A classificação de sismofácies características de determinados intervalos litoestratigráficos também se vale da construção de sismogramas sintéticos e correlação das eletrofácies com a resposta sísmica do intervalo.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pré-Sal do outro lado do Atlantico





Director de negociações da Sonangol, Carlos Saturnino
Director de negociações da Sonangol, Carlos Saturnino

Luanda  – O director de negociações da Sonangol, Carlos Saturnino, considerou hoje (segunda-feira), em Luanda,  que o anúncio do início das explorações  nos poços do Pré-Sal é uma viragem na história da indústria petrolífera angolana.
 
“É um marco histórico, no sentido de que com o anúncio dos resultados nós estamos a fazer uma viragem da página. Vamos entrar para a exploração no Pré-Sal. É uma exploração diferente, envolvendo investimentos maiores, complexidades tecnológicas também muito maiores”, justificou o responsável.
 
De acordo com Carlos Saturnino, para a pesquisa e exploração dos 13 blocos vão estar envolvidos recursos, quer financeiros, quer capital humano e tecnológico, de uma dimensão que nós em Angola nunca tivemos. O termo de comparação seria o Pré-Sal no Brasil,  que são gigantescos campos petrolíferos da Bacia de Santos, indicou.

Para a escolha das empresas concorrentes, a Sonangol através de um concurso público limitado,  analisou as propostas de cada uma das empresas, comparou-as e de seguida chamou as sociedades concorrentes e outros sectores da indústria petrolífera angolana para anunciar os resultados.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Confiabilidade das estimativas de produtividade de uma reserva de petróleo

A notícia abaixo lança luz sobre uma questão complexa: Qual a capacidade produtiva de um campo de Petróleo?



Se quisermos ser precisos podemos dizer que isso só será revelado ao final do esgotamento de todo o petróleo existente naquela concessão... Isso porque no início da atividade de produção de uma reserva o nível de incerteza ainda é alto, relacionado na sua maior parte ao desconhecimento e a complexidade do reservatório. Porem estimar a produtividade tambem passa por questões estratégicas dos seus donos majoritários, muitas vezes atentos ao impacto de taqis notícias na valorização de suas ações no mercado, da demanda do mercado consumidor e do seu reflexo no preço do barril, do desenvolvimento tecnológico, especialmente importante em novas fronteiras, dentre outras. Portanto não é surpreendente, conforme  notícia abaixo, a existência de divergências sobre este tipo de previsão na fase juvenil da produção uma concessão. Nesse processo o expertize e autonomia de certificadores independentes pode ajudar a dirimir incertezas, que como dissemos tambem irão diminuir com o tempo de produção.

AE - Agencia Estado


SÃO PAULO - A proximidade do fim do prazo exploratório do campo gigante de Tupi acirrou uma guerra de informações entre a Petrobras e sua principal parceira no pré-sal da Bacia de Santos, a britânica BG. Em dois meses, a BG divulgou dois comunicados que desagradaram à direção da Petrobras, por conterem projeções mais otimistas a respeito de volume de reservas e custos relativos ao projeto.

Por trás dessa briga, segundo analistas, estão grandes divergências estratégicas entre as duas empresas. Cansada de esperar por atualizações das estimativas oficiais, feitas em 2007, a BG quebrou o protocolo e decidiu publicar suas próprias projeções, que falam em reservas próximas a 9 bilhões de barris e custos bem abaixo dos US$ 40 por barril usados pela estatal na avaliação do projeto.

O embate começou no início de novembro, quando a BG divulgou comunicado informando que uma nova análise feita pela certificadora independente Miller and Lents Ltd. (MLL) ampliava em 2,7 bilhões de barris as estimativas de reservas para seus ativos na Bacia de Santos. O estudo diz que as melhores projeções para Tupi apontam para 8,99 bilhões de barris de petróleo e gás.

Na semana passada, a companhia divulgou nova nota, dizendo que, "à luz das impressionantes características do reservatório e da alta produtividade dos poços", estava calculando os custos do projeto em US$ 14 por barril - US$ 5 referentes ao custo de capital e US$ 9 por barril de custo operacional.

Os comunicados provocaram reação instantânea da Petrobras. Em sua última resposta, a companhia reafirmou que mantinha suas estimativas iniciais: reservas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris e viabilidade econômica com petróleo entre US$ 35 e US$ 40 por barril. No texto, ressaltava que a BG descumpriu o contrato de sociedade no projeto, que tem ainda a participação da portuguesa Galp. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 14 de novembro de 2010

Mais um calote na Petrobras ???

O Equador se anuncia como a mais nova ameaça de calote para a Petrobras. Nossa estatal, que já deveria estar calejada por lições proporcionadas por países como Iraque ou Bolívia, agora, junto com outras empresas como Repsol ou Eni, pode perder investimentos, sempre arriscados em países instáveis e sem preocupações com contratos, como o vizinho Equador... Até quando a vaidade da visibilidade internacional vai interferir na eficiência de nossa estatal, obrigada a fazer negócios com republicas de bananas ???

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Proposta europeia quer suspender exploração de óleo

Proposta europeia quer suspender exploração de óleo

GENEBRA - A Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia (UE), vai propor oficialmente que se suspenda toda nova exploração de petróleo em águas profundas até que o resultado da investigação em relação às causas do desastre no Golfo do México pela British Petroleum (BP) sejam publicados e os motivos, esclarecidos. Ontem, o Parlamento Europeu vetou uma proposta similar que havia sido apresentada pelos deputados, mas o tema ainda divide a Europa.

A proposta será apresentada pelo comissário de Energia da UE, Guenther Oettinger, em uma ação que pode colocar pressão sobre investidores que estejam pensando em apoiar projetos em várias partes do mundo, como no pré-sal brasileiro. No texto enviado aos governos, a Comissão "reitera seu apelo para que estados membros suspendam as licenças em exploração de petróleo e gás natural até que as investigações técnicas sobre as causas do acidente do Deepwater Horizon estejam concluídas e que um regime europeu de segurança em exploração offshore (fora do continente) seja revisto".
Hoje, existem cerca de mil operações de exploração no Mar do Norte, cerca de cem no Mar Mediterrâneo e planos para a exploração nas costas do Chipre e de Malta. Para a Comissão Europeia, o regime de concessão de licenças para empresas explorarem reservas em alto mar deve ser acompanhada por regras mais claras sobre quem tem a responsabilidade sobre cada parte da operação. No maior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos, um dos obstáculos era exatamente a identificação de quem teria a responsabilidade sobre o acidente. A proposta ainda terá de ir ao Parlamento Europeu para ser debatida. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 29 de agosto de 2010

Curso de Interpretação Sísmica

As pessoas que nos consultam sobre treinamento em Interpretação Sísmica, divulgamos que o site Geofísica Brasil (http://www.geofisicabrasil.com/) informa sobre a realização de um curso de Interpretação Sísmica organizado pelo ABGP conforme anúncio ao lado. Vale destacar que o curso utlizará software industrial de interpretação !



sábado, 21 de agosto de 2010

Histórico da Interpretação Sísmica


Muito interessante o artigo preparado por Rocky Roden sobre a evolução da interpretação sísmica e projeções para o futuro da atividade. Observem o Seiscrop (1982), uma mistura de projetor 8 mm e slides numa mesma máquina, e que projetava imagens de slices sísmicos e que eram exibidos em sequencia para criar um tipo de animação e interpretados em papel vegetal superposto as imagens. Comparem com os softwares atuais que podem ser usados em notebooks e com excelente performance !

domingo, 11 de julho de 2010

O futuro da exploração de petróleo em aguas profundas depois do vazamento no Golfo do México




Superadas as primeiras semanas depois das espantosas declarações de impotência de empresas e autoridades envolvidas pelo vazamento do poço da BP no Golfo do México fica comprovado o despreparo para lidar com acidentes de tamanha proporção. Muito se investiu nas tecnologias para perfuração em águas profundas voltadas ao atendimento de um mercado mundial permanentemente ávido por petróleo, porem quase nada foi feito para nos preparar para um desastre de tal dimensão...
Fruto disso, assistimos a uma clara mudança de atitude dos governos em relação à exploração de petróleo em áreas marinhas. O Governo Americano estabeleceu uma moratória de 6 meses das atividades exploratórias no Golfo, no que já vem sendo judicialmente questionado pelo interesse das empresas que não podem parar... Os Europeus já começam a discutir um possível limite na profundidade para exploração de campos em áreas marinhas... Como isso afetará a dinâmica da exloração do pré-sal brasileiro ?

Bravatas a parte, pois os americanos não abrem mão dos seus potentes SUVs e tampouco a industria petroquímica mundial encontrará substitutos em médio prazo para o ouro negro, o que de efetivo pode ser feito por governos e ambientalistas é exigir que parcelas significativas dos lucros auferidos pela indústria do petróleo seja investido no desenvolvimento de tecnologias capazes de mitigar inevitáveis acidentes. Navios separadores de óleo e agua com impensável capacidade de processamento, grupos de bombas centrífugas de altíssima potência, que instaladas junto aos pontos de vazamento possam direcionar o óleo exudado para a superfície, são exemplos amadores, de algumas alternativas a serem imediatamente construídas, para que estejam ao alcance da sociedade no caso de ocorrência de novo desastre em qualquer lugar do mundo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O melhor software para Interpretação Sísmica


Já usei diferentes softwares para interpretação sísmica, em plataforma Unix ou Windows e nehum deles é definitivo. As vezes a interface é boa, mas oferece funções reduzidas. Outros são muito completos mas oferecem recursos (pelos quais voce estará pagando ao comprar a licença) que não irá usar... Uns geram bons mapas, outros tem boas ferramentas de correlação perfil/sísmica e alguns chegam a permitir ao intérprete o condicionamento (processamento básico) dos dados sísmicos. Por isso de certa forma muitos se complementam. Mas como poucas empresas se permitem ter diferentes plataformas de interpretação ,a decisão pela aquisição (ou imediato download já que alguns são abertos como o OpenDtect e podem ser baixados pela Internet) sugiro considerar algumas questões como as relacionadas a seguir, antes de decidir pela aquisição do software:


1- Os recursos oferecidos são necessários ? Se escolher uma "versão light" do programa o custo da licença será reduzido ?

2- O suporte é eficaz ? (existe apoio técnico na região ou é por email ?)

3- A interface é simples e lógica ?

4- Oferece o "estado da arte" em recursos para interpretação sísmica ?

5- Custo da licença e de manutenção (normalmente alta - cerca de 10-20 % do custo da licença)

6- A licença é flutuante (posso usar o software no escritório ou no meu notebook, com uma licença de hardware) ou fixa para determinada máquina ?

7- Tem boa interface com outros softwares e para importação/exportação de arquivos em formatos diversos ?


domingo, 30 de maio de 2010

Curso sobre Interpretação sísmica

Aos interessados em cursos práticos sobre interpretação sísmica disponibilizamos o email - interpretacaosismica@gmail.com para informações sobre cursos com profissionais com larga experiência na atividade

domingo, 16 de maio de 2010

Encontro Internacional de Geofísica em Foz do Iguassu

Excelente oportunidade para a comunidade geofísica
Encontro Internacional da AGU - America Geophysical Union de 8 a 13 de Agosto em Foz do Iguassu, Paraná. Patrocinadores. AAGG, ABC, ABEQUA, ABRH, ALAGE, AOCEANO, CERESIS, IASPEI, IGEO, LATINMAG SBC, SBGeo, SBGf, SBGq, SBMet, SEG, SGC, SUG, UGM, AGU

sábado, 2 de janeiro de 2010

Download de dados sísmicos e outros

O Site da "Natural Resources Canada" disponibiliza para download, sem custo, diversos dados geocientíficos reais, que podem ser usados para processos de aprendizado. Lá podem ser encontrados dados sísmicos, dados de poços, de métodos potenciais e outros.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Interpretação sísmica online

Para quem não sabe muitas publicações tem sua versão digital disponibilizada, parcial ou completamente, através do Google Books. O link: http://books.google.com/books?lr=&hl=pt-BR&as_brr=3&q=intitle%3Aseismic+intitle%3Ainterpretation aponta para livros sobre interpretação sísmica disponíveis naquele site.

sábado, 29 de agosto de 2009

Livros sobre Interpretação Sísmica

Frequentemente interessados no aprofundamento em Interpretação Sísmica nos pedem referências de material didático. Enquanto não surge a oportunidade para disponibilizarmos material em nosso idioma sugerimos as referências a seguir:

-3D seismic interpretation. Michael Bacon, Robert Simm e Terence Redshaw;
-Pitfalls in Seismic Interpretation. Paul M. Tucker e Howard J. Yorston;
-An Introduction to Seismic Interpretation. Robert McQuillin, M. Bacon e W. Barclay ;
-Quantitative seismic interpretation: applying rock physics tools to reduce Interpretation Risks. Per Avseth, Tapan Mukerji e Gary Mavko;
-Geophysics II: Tools for seismic interpretation Edward A. Beaumont e Norman H. Foster;
-Interpretation of three-dimensional seismic data. Alistair R. Brown;
-Seismic imaging of carbonate reservoirs and systems. Gregor Paul Eberli;
-Seismic Interpretation. Nigel A. Anstey;

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Rolling Stones...


Alguem acredita que a força eólica tenha capacidade para deslocar esta rochas enormes ???
Alguma outra interpretação para o fato ???

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Quais os predicados indispensáveis a um bom intérprete ?

Uma questão recorrente... Os interessados em uma carreira como intérprete tem justificada curiosidade sobre as competências indispensáveis para sua capacitação. Mas a resposta exige um entendimento amplo do que pode ser qualificado como trabalho de interpretação sísmica.
Por exemplo, aqueles atuando na chamada interpretação exploratória, precisam necessariamente de conhecimentos sobre sistemas deposicionais e sismofácies características, geologia estrutural, sistemas petrolíferos, predição litológica e de fluídos com uso de AVO (amplitude versus offset), alem dos indispensáveis conhecimentos sobre os softwares de interpretação (brevemente compartilharemos nossa percepção tais ferramentas de trabalho), dentre outros.

Já um intérprete trabalhando na atividade explotatória, onde o campo já foi descoberto e delimitado, atua tentando maximizar a quantidade de hidrocarboneto que se pode extrair de uma acumulação (o chamado fator de recuperação (FR), e que pode variar entre 5 e 80 %, estando a média mundial para as 9000 maiores acumulações do mundo situada ao redor de 32 %...). Para este, outras competências são indispensáveis, como o conhecimento de petrofísica, correlação rocha X perfil X sísmica, técnicas de monitoramento sísmico, ferramentas para caracterização de reservatórios como inversão acústica e elástica, sísmica multicomponente e os respectivos softwares dentre outras .

Além destas competências o ambiente multidisciplinar de trabalho pode exigir no primeiro caso conhecimentos complementares de perfilagem e avaliação de formações, técnicas de perfuração, bioestratigrafia, geoquímica, e outras, para facilitar a interação com os profissionais envolvidos no trabalho exploratório. Já nas áreas de produção o intérprete precisará de conhecimentos adicionais sobre modelagem geológica, processos de recuperação secundária, simulação de fluxo, estimulação de reservatórios e outros.

Portanto, considerando-se a abrangência da atividade, e dificuldade de reunir todas estas diferentes competências em um único super intérprete, a sua formação poderá ser iniciada com a concentração de treinamento nas disciplinas concorrentes para a sua futura área de atuação.

Um blog sobre Interpretação Sísmica ?



No dia a dia da prática de treinamento em Interpretação Sísmica inúmeros são os questionamentos trazidos por nossos alunos sobre aspectos "filosóficos" desta apaixonante atividade. Porem as demandas da indústria não nos deixam muito tempo para, durante nossos cursos, aprofundar tais questões. A prática da interpretação sísmica exige sólida fundamentação nas ciências que suportam a atividade e intenso exercício metodológico com softwares a cada dia mais especializados. Por essa razão o Blog surge para preencher essa lacuna e ajudar os futuros intérpretes com informações diversas tais como as habilidades indispensáveis para a formação de um intérprete, fontes de informação, treinamento, empresas e links, ferramentas de trabalho e outras.



Nossa expectativa é que este espaço possa servir de fonte de informação, mas também como um fórum independente, livre das restrições institucionais e compartilhado por todos aqueles que queiram contribuir para o aperfeiçoamento da atividade.



Sejam bem vindos e obrigado pelas contribuições !